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ARTIGOS - TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE

TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE

Christiane Serpa Paschoalino[1]

 

O transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) é um quadro neurobiológico caracterizado pelo desempenho inapropriado dos mecanismos que regulam a atenção, a reflexibilidade e a atividade, sendo, portanto, um transtorno heterogêneo, de instalação na infância e que se caracteriza por desatenção, impulsividade e hiperatividade.

Os sintomas do TDAH devem surgir antes dos sete anos de idade, causar prejuízo e desajuste claro, evidente e significativo nas funções sociais, acadêmicas ou ocupacionais, estar presente em pelo menos dois ambientes e apresentar duração de pelo menos seis meses.

De acordo com o DSM-IV, os principais sintomas são:

 

Sintomas de desatenção:

 

- deixa de prestar atenção a detalhes, ou comete erros por descuido em atividades escolares, de trabalho ou outras.

- tem dificuldade de sustentar a atenção em tarefas ou atividades lúdicas.

- parecem não escutar quando lhe dirigem a palavra.

- não acompanha instruções, não completa deveres escolares, domésticos ou profissionais.

- dificuldade em organizar tarefas e atividades.

- evita, não gosta ou reluta em envolver-se em tarefas que requerem esforço mental por longo tempo.

- perde coisas necessárias para as tarefas ou atividades.

- se distrai com estímulos alheios à tarefa.

- se esquece das atividades diárias.

 

Sintomas de hiperatividade:

 

- agita as mãos, as pernas e se mexe na cadeira.

- se levanta da carteira, ou sai do lugar em situações nas quais deveria ficar sentado.

- corre ou escala em locais que não são apropriados.

- apresenta dificuldade de brincar ou se envolver de forma mais silenciosa em atividades se lazer.

- fala em excesso.

 

Sintomas de impulsividade:

 

- responde precipitadamente às questões antes que tenham sido completadas.

- tem dificuldade de esperar sua vez.

- interrompe ou se intromete em assunto dos outros.

 

O tratamento inclui o combinado entre farmacologia e psicoterapia.

 

Fonte: ABREU, C.N.; VASQUES, F.; CANGELLI, R.; CORDÁS, T.A. e colaboradores: Síndromes Psiquiátricas, Ed. Artmed, 2006.

 

 

 



[1] Psicóloga Clínica, Especializanda na Abordagem Cognitivo Comportamental pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.




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